Fim da primeira década do século XXI. Aqui no Brasil, mas somente por aqui, esta foi a década de Lula, sem dúvida alguma. Nestes anos, dentro e fora do PT, ele deu as cartas.
Temos um Brasil maior? Temos, sim! Uma economia mais vistosa, programas sociais mais volumosos e, não como efeito colateral do crescimento e da distribuição de renda, mas efeito colateral do petismo na presidência, muito mais corrupção.
É interessante constatar que, somente agora, no início da segunda década deste novo século, desde a redemocratização do país, teremos a primeira eleição presidencial sem Lula. Se bem que, mesmo não estando em qualquer chapa, ele nos apresenta um poste e pede que votemos nele (no poste, como se fosse nele). Enfim, o cara não gosta de dar a vaga pra ninguém e pretende ser o protagonista, o goleiro e o atacante, mesmo quando está fora de campo. É como diz Obama - ele é o cara. Eu diria mais - ele gosta de ser o cara.
Mas... deixa pra lá, se Putin tem o seu Medvedev, por que Lula não pode ter o dele?
E, por falar em Putin, ele dominou a década também, se bem que numa dimensão bem maior que Lula. Gostemos ou não, quem dominou mesmo a primeira década do século XXI foi George, esse mesmo, o W. Bush. A próxima já pertence a Obama... afinal, o império é o império.




